German Kristallweizen

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A Kristallweizen é, muito simplesmente, uma Hefeweizen filtrada. Isso faz com que seja uma cerveja clara e límpida, com cores que vão desde o amarelo-claro até ao âmbar-claro. Por vezes, e de modo depreciativo, são conhecidas como as “Hefeweizen castradas”. Não partilho dessa opinião apesar de muitos exemplares que podemos encontrar no mercado terem uma certa falta de personalidade. Para além disso, são ligeiramente mais suaves do que as Hefe, com sabor e aroma mais atenuados. Acompanham bem saladas e pratos vegetarianos. A experimentar: Tucher Kristall Weizen; Allgauer Furstabt Kristallweizen; Weihenstephaner Kristallweissbier.

Tipo de Taças para Cervejas

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a) Apresentação

Na Bélgica, cada cerveja tem o seu copo próprio. E olhe que estamos falando de um país do tamanho do nosso estado do Ceará e que possui mais de 450 cervejas diferentes. Isso porque um dos grandes prazeres degustativos é o VISUAL. Nada mais inspirador do que a imagem de um cálice com uma cerveja trapista ou um “weizen” transbordando de hefeweiss alemã.

Além disso, cada formato de copo tem uma função em relação à espuma, uns feitos com uma preocupação maior para mantê-la a uma certa altura, outros nem tanto.

b) Aroma

Uma das principais características da cerveja, são levados em consideração na hora de desenhar o copo que sejam mais adequados, segundo o fabricante, para desprender o bouquet e aroma da cerveja, para você poder apreciar o que cada uma tem de melhor.

É claro que nada substitui o prazer de tomar cerveja com os amigos, no boteco, com um prosaico copo “americano . Mas consideramos que, na hora de degustar, você tenha à mão algum copo ao menos parecido com o que é recomendado pelo fabricante da cerveja.

Isto posto, vamos aos tipos mais comuns de copos:

PILSNER

Copo para cerveja Pilsner

Nós, brasileiros, o chamamos popularmente de “tulipa”. Ideal para as cervejas dos tipos pilsen. Possibilita a formação de um bom creme e direciona o aroma do lúpulo para o nariz. Mas não confunda com o copo de Lager, que também são muito usados para chope aqui no Brasil: o Pilsner tem a boca mais larga, enquanto o de Lager tem a boca levemente fechada.



Copo para cerveja Lager (chope)

LAGER (chope)

Facilmente encontrados no Brasil, são os tradicionai

s copos de chope, o qual erroneamente chamamos de tulipa. A diferenca é que a tulipa tem a boca mais aperta, um pé mais fino e são geralmente mais altos.



CALDERETA

Copo de cerveja tipo Caldereta

Comumente visto servindo chope em algums cervejarias, o caldereta é versátil e pode ser utilizado para English e American Ales e também para algumas lagers escuras e IPAs. Por comportar um volume um pouco acima de 300ml, é uma alternativa mais adequada do que outros copos genéricos, portanto uma boa opção para se ter em casa quando não se pode ter os diversos estilos recomendados.



PINT

Copo de cerveja tipo Pint

Também chamado de Becker, é aquele que você entorna nos pubs ingleses e irlandeses. Ideal para as cervejas do tipo Bitter e Stouts. Foi idealizado por ter um desenho simples, barato e que comporta grandes quantidades de cerveja.




WEIZEN

Copo tipo Weizer para cervejas de trigo

Como o próprio nome já diz, é ideal para cervejas do tipo Weiss, as de trigo. Permite que se admire o corpo e a cor da cerveja, bem como a expansão do creme. E como são altos, possibilitam que todo o conteúdo de garrafas de 500ml sejam colocados no copo, incluindo o fundo com as leveduras, e ainda sobre espaço para a espuma, como manda a tradição do estilo.



TULIPA

Copo de cerveja tipo Tulipa

Ideal para cervejas que possuem bastante creme, como a Duvel e outras Strong Ales belgas. O desenho é baixo e elegante, permitindo também observar a evolução do creme. Não confundir com o que chamamos aqui no Brasil de Tulipa, que na verdade é um copo Pilsner. A Tulipa parece mais com uma taça de conhaque, porém com a boca do copo virada para fora.



CÁLICE

Copo de cerveja tipo Cálice para cervejas Trapistas

Na Bélgica é chamado de Goblet, e lembra a flor do mesmo nome. Ideais para as grandes trapistas belgas. São muito bonitos, às vezes ostentando dourado na borda. São desenhados para manter íntegro o creme, bem como proporcionar maior percepção do aroma. Também podem ser usados com os estilos Dubbel, Tripel e Quadrupel.



FLAUTA

Copo de cerveja tipo Flauta para cervejas Lambic e outras

Em forma de flauta, são mais usados para beber espumantes e champagnes, mas são ideais para cervejas do tipo Faro, Lambic, Gueuze ou as champegnoises, como a belga Deus e a brasileira Lust. O fato de serem esguios possibilita que o creme demore mais para se dissipar, mantendo as qualidades da cerveja no copo.



CANECA

Copo de cerveja tipo Caneca

Muito usada para servir chope ou cervejas vendidas na pressão. Podem ter vários tamanhos e formatos, mas normalmente são robustos, de vidro grosso, e algumas têm até apoio para o polegar na alça, para ajudar com o peso do copo+cerveja. Também podem ser de cerâmica e metal, mas para degustações, prefira as de vidro mesmo, maior garantia de não influenciar no sabor da cerveja.



MASS

Copo de cerveja tipo Mass, que é uma caneca muito usada na Alemanha

É o típico canecão alemão de 1 litro, ideal para grandes e festeiros bebedores, daqueles que adoram brindar a cada minuto. Também conhecido, na Alemanha, como “mug” ou “stein”, deve seu sucesso à quantidade de cerveja que podem conter.



YARD

Copo de cerveja tipo Yard

Parece um tubo de laboratório, sem pé, o que demanda um suporte de madeira caso quem estiver usando-o não queira ficar segurando-o o tempo todo. Ficou famoso por ser usado e recomendado pela Pauwel Kwak



TAÇA

Não estão ligadas a nenhum estilo em específico, mas são cada dia mais usados com cerveja,

Copo de cerveja tipo Taça

seja pela elegância que confere, seja pela ergonomia que oferecem. Taças de vinho também vem sendo utilizadas em degustações, principalmente aquelas altas e largas.



TUMBLER

Copo de cerveja tipo Tumbler para cervejas tipo Witbier

Copo utilizado para as cervejas do tipo witbier, com o a Hoegaarden. Como estas cervejas não formam muito creme, o copo não precisa ter a boca fechada. Robustos e pesados, também facilitam a vida dos bares por serem mais difíceis de serem quebrados, por isso não é incomum serem usados para servir coquetéis, refrigerante e chá gelado.



CILÍNDRICO

Copo de cerveja tipo Cilíndrico

Copos cilíndricos normalmente são usados para cervejas Kölsh e Altbier. Porém, podem ser recomendadas pelos fabricantes em outros estilos, com por exemplo algumas fruit-beers. Permitem uma boa formação de espuma, porém não ajudam muito no desenvolvimento do aroma



CONHAQUE

Copo de cerveja estilo de Conhaque

Copos como os usados para conhaque são indicados para Barley Wines, Eisbock e Imperial Stouts, ou seja, cervejas fortes. São ótimos para capturar os aromas, permitindo agitar a cerveja em movimentos rotativos leves, sem muito risco de que a cerveja transborde o limite do copo. Também ajudam na manutenção de espuma, permitindo grandes goles sem que muito dela acabe entrando em contato com o rosto de quem bebe.


OUTRAS DICAS IMPORTANTES

  • Se alguém lhe oferecer, para fazer “firula”, um copo gelado, recuse. O contato da cerveja com a temperatura do copo produz condensação que irá diluir a bebida a ponto de alterar-lhe o sabor e a temperatura correta na qual deveria ser servida.
  • Lave seus copos sempre à mão, e assegure-se de estar bem enxaguado. Os saponáceos que eventualmente sobram no copo “matam” a cerveja e o seu creme. Seque-os, de preferência, naturalmente, sem contato com tecidos.
  • Jamais retire os copos recém-lavados da máquina lava-louças e sirva logo em seguida. O copo deverá sempre estar na temperatura ambiente para receber a cerveja.

Fonte: http://www.brejas.com.br/

Cervejas Especiais

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Há, nas milhares de marcas que existem no mercado, algumas cervejas que podemos designar por especiais. E se é verdade que todas as cervejas são especiais, também não é mentira dizer-se que há umas mais especiais do que as outras. É dessas que falamos aqui. A maior parte delas não são típicas cervejas do dia-a-dia e muito dificilmente teremos capacidade ou mesmo vontade para beber duas, três ou quatro seguidas, como fazemos com as nossas imperiais. O seu sabor intenso e a forte presença de álcool aconselham a que sejam bebidas com moderação e de modo a podermos usufruir de todas as suas qualidades. São o caso das Abbey Dubbel ou Tripel, das Belgian Strong Ale ou das Imperial Stout. As restantes estão incluídas neste grupo devido ao seu processo de fabrico ser diferente do normal (Ice Beer ou Low-Alcohol) ou por terem ingredientes específicos próprios daquele género (Belgian Witbier ou Berliner Weisse).

fonte: cervejasdomundo.com

Abbey Dubbel

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A Dubbel é uma cerveja escura, muito rica em malte e medianamente alcoólica, já que não costumam ultrapassar os 9% ABV. Menos frutada que a Belgian Strong Dark Ale, possui, em contraparida, corpo complexo e uma boa presença de gás. Tal como o nome indica, são cervejas feitas seguindo a tradição de abadias e mosteiros, apesar de haver na actualidade muitas fábricas que tentam imitar essas características com algum sucesso. Acompanham bem queijos, chocolates, bifes e caça. A experimentar: Corsendonk Pater (Abbey Brown Ale); St. Feuillien Brune; Westmalle Dubbel.

Abbey Tripel

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A expressão Tripel ou Triple refere-se a uma parte do processo de fabricação da cerveja no qual o mestre cervejeiro utiliza, aproximadamente, três vezes mais malte do que uma cervaja trapista “simples”. Tradicionalmente, são de cor amarelo-claro a dourado, isto é, ligeiramente mais escuras do que uma pilsner. A espuma deverá ser grande, densa e cremosa e o volume de álcool oscilará entre os 8 e os 12% ABV. O aroma e o sabor são complexos, com forte presença de frutos, especiarias e álcool. Têm um carácter ligeiramente adocicado que lhes é dado não só pelo álcool, como também pela adição de pequenas quantidades de açucar. Apesar disso, são cervejas muito bem equilibradas devido ao uso criterioso de lúpulo e de fermento. Este é um estilo que aprecio particularmente, até mesmo quando comparado com as Dubbels. No entanto, gostaria de destacar que é preciso um certo cuidado ao beber cervejas deste tipo: o seu excepcional sabor e aroma tornam-as extremamente apetecíves e fáceis de beber. Todavia, não nos devemos esquecer que estamos na presença de uma bebida que pode ter 12% de volume alcoólico pelo que se aconselha alguma moderação quando em presença de uma Abbey Tripel. A experimentar: Tripel Karmeliet; De Dolle Dulle Teve 10º (Mad Bitch); St. Feuillien Triple.

Abt/Quadrupel

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Abt ou Quadrupel são os termos utilizados para designar cervejas de abadia ou trapistas extremamente fortes. O nome Abt foi usado pela primeira vez para descrever a Westvleteren e a St. Bernardus, ambas produzidas pelo mosteiro de St. Sixtus. Relativamente ao termo Quadrupel, a La Trappe foi a primeira cerveja a fazer uso dessa expressão. Independentemente destas designações serem frequentemente utilizadas para designar um só estilo, há ligeiras diferenças entre elas. De facto, as Abts são mais escuras e mais ricas, com forte presença de especiarias e frutos. Já as Quads são mais claras tendo, em geral, um sabor menos frutado e complexo. Em comum, têm o facto de possuírem uma forte presença de malte e uma baixa presença de lúpulo. De igual modo, o volume alcoólico é alto em ambos os estilos, ultrapassando com frequência os 10% ABV. A experimentar: Westvletern Abt 12; St. Bernardus Abt 12; La Trappe Quadrupel.

fonte: cervejasdomundo.com

American Wheat

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São uma versão americanizada das Hefeweizens sendo que, tal como estas, variam do amarelo-claro até ao âmbar-claro. São cervejas leves, com bom nível de gás e volumosas formações de espuma. Não apresentam um sabor a fruta – nomeadamente a banana – tão forte como as suas congéneres alemãs, sendo que por isso o lúpulo ganha um realce suplementar. Em termos alcoólicos, variam entre os 4,0 e os 7% ABV. São excelentes para acompanhar bifes, queijos e saladas. A experimentar: Three Floyds Gumballhead; Karl Strauss Windansea Wheat Hefeweizen; Sacramento Hefe Weizen.

fonte: mundodacerveja.com

Belgian Strong Ale

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Belgian Strong Ale é um termo genérico que tanto pode designar cervejas claras como escuras. Em geral, são produzidas na Bélgica e têm alto teor de álcool, que pode variar entre os 7 e os 12%. São cervejas complexas, fortes, com bom aspecto (em particular a espuma) e muito saborosas. São igualmente bem equilibradas, já que o elevado teor alcoólico é muito bem balancado com aromas e sabores a especiarias e frutos. A Duvel, uma marca bem distribuida e, portanto, existente nalguns supermercados portugueses, é uma referência neste estilo, pelo que se tiver oportunidade de experimentar, não hesite. Curiosamente, o nome Duvel – uma referência ao diabo – foi também imitado por muitas outras marcas surgindo então a Satan, a Judas, a Belzebuth, a Lucifer, entre outras. A experimentar: Duvel; Bush Ambrée; Affligem Blond.

Belgian Witbier

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Trata-se de um estilo de cerveja bem antigo, com mais de 400 anos de idade e que quase tinha desaparecido na década de 50 do século passado. Felizmente, a fábrica Hoegaarden reavivou o estilo, muito por influência de Pierre Celis. Desde então, a popularidade das Witbiers belgas tem crescido constantemente pelo que é habitual surgirem com frequência novos produtos no mercado. São de cor bastante pálida, opacas e bastante refrescantes, característica que lhes são transmitidas pelo trigo e também pelos sabores a limão e casca de laranja que costumam apresentar. Sâo excelentes para acompanhar queijos ou mexilhões. As Witbier são um género frágil e não muito dado a grandes envelhecimentos, pelo que quanto mais novas e menos manuseadas, melhor. A experimentar: Hoegaarden White; Brugs Tarwebier; Celis White.

Berliner Weisse

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Bastante amargo e com forte sabor a trigo, o estilo Berliner não é muito alcoólico, apesar de possuir um carácter bem vincado. De facto, a acidez costuma ser tão alta que é frequente os produtores utilizarem xaropes de fruta ou outros adoçantes para cortar essa característica. É claro que os mais puristas preferem beber este estilo ao natural, isto é, sem adição de açucar ou de qualquer outro produto. Asim tomada, torna-se uma cerveja complexa, multi-facetada e extremamente refrescante. A experimentar: Dieu du Ciel Solstice d’Été aux Framboises; Schultheiss Berliner Weisse Original; Berliner Kindl Weisse.